Quando existe a perceção da independência entre o Eu e o espaço envolvente, nesse mesmo instante, entendemos que existe algo mais do que o mundo físico. É uma espécie de tomada de consciência sobre uma imortalidade que até hoje não conseguimos explicar apenas olhando o ponto de vista científico.
No exato momento em que essa consciência se dá no interior de nós deixamos de ter fundamento enquanto corpo. Quando nos despojamos do corpo e passamos a estar recetivos a escutar esse mesmo espaço, dá-se o contacto com Deus: existe uma totalidade nesta ligação.
Em termos práticos significa que o nosso “Eu Individual” não consegue existir na sua totalidade sem a ligação espiritual com Deus.
Reparem que usei o “Eu Individual” enquanto demonstração do nosso egoísmo – sentimento integrante do ser humano.
Quero então pressupor que o “Eu” na sua totalidade não estará completo enquanto não conseguirmos eliminar, nem que seja por breves momentos, esta falha.
Impõe-se então a pergunta: Como podemos ser o “Eu” total e completo? : Quando nos conseguimos conectar com Deus.
Para que se dê essa ligação espiritual é essencial termos uma conduta moral que nos coloque num estado vibracional e nos conduza a um preenchimento que se quer total: estado de consciência humana e espiritual. É nesse momento que percebemos que só existe nós e o Criador, em que tudo o resto à volta é apenas uma ilusão : é o vazio, o nada.
A consciência deste existir abre-nos o acesso ao livro de todas as respostas, ao livro de todas as soluções, de todas as certezas.
Levei 42 anos para entender isto. E neste processo de entendimento entendi também a forma subtil, mas devastadora, que têm usado para nos destruir enquanto sociedade: Destruindo o nosso eu completo.
Uma agenda que ao longo dos anos foi retirando a moralidade e espiritualidade da sociedade.
Uma agenda que desvirtua tudo o que é a nossa essência, tendo somente por objetivo controlar-nos: Destruindo o nosso “Eu Completo.”
Tentarei então explicar como essa destruição foi pensada e criada.
Marx na sua filosofia usou como argumento uma nova ordem mundial liderada pelos trabalhadores (proletariado) contra os opressores de forma a implantar aqui na terra o paraíso: Uma sociedade justa e perfeita.
E como é que ele queria fazer isso? Pelo poder criativo do Mal.
É este o grande problema da filosofia Marxista, é esta a perversão na sua raiz mais absurda: A força do negativo: Faça o mal; produza o mal, use a destruição e daqui advirá algo bom.
Num conflito de vida e de morte surgirá algo superior.
Estas ideias têm a sua base teórica em Hegel. Hegel trouxe para a filosofia o conceito de uma das famosas falas da peça de teatro “Fausto”, em que a personagem de Satanás responde quando lhe perguntam quem és tu: “Eu sou a força do mal que sempre produz a vida.”
O Mal produz vida : é esta a propaganda ontológica de Hegel, que Marx trouxe para a praxis politica: Matar, destruir, hostilizar a civilização, trazer abaixo a ordem e tudo isto irá produzir uma ordem superior.
“Eu amo os pobres, amo a justiça social” é a propaganda que tem levado à hipnotização da sociedade de forma que vivamos num estado de inconsciência total.
O que nos resta é virar todo o nosso foco para saber ler nas entrelinhas o que existe na prática por debaixo de todo esse discurso.
Se usam o discurso de ajuda aos mais necessitados, mas na prática querem destruir as bases civilizacionais, como a moral, a família ou até a destruição biológica com a questão da ideologia de género, temos de entender que tudo isso faz parte da teoria “O mal produz a vida.”
E este discurso está de tal forma enraizado na sociedade que quando alguém se comporta moralmente, assente nos valores da família, é automaticamente ofendido e colocado com diversos tipos de rótulos: É a hostilização e perseguição a tudo o que querem destruir.
Existem, inclusivamente, pequenas sociedades assentes no comunismo em que os bebés não são filhos de ninguém, mas sim filhos de todos. Para este caso usam o argumento de que a criança estará muito mais protegida, mas qualquer pessoa consciente sabe que a ligação de uma criança aos progenitores é fundamental para o desenvolvimento afetivo e psicológico da criança.
Estamos aqui a falar da destruição total.
Como ex-consumidor destas teorias, deixo um alerta: Não compres o produto pela propaganda.
Lê a bula, percebe os efeitos secundários.
Há que aprender a ser um bom Marxista para que se possa rejeitar o Marxismo completamente.
O que podemos objetar quando alguém nos diz que ama os pobres? Não temos nada para objetar, mas se começarmos a escavar perceberemos várias falhas nesse mesmo discurso.
Entendemos a sua negatividade, entendemos o que o seu objetivo final é destruir e criar assim o Novo Homem (como Álvaro Cunhal tantas vezes falou e escreveu).
Começamos a perceber que foram retirando autoridade e disciplina das escolas, usando o que chamam de “pedagogia” para colocar o professor ao mesmo nível dos alunos com o argumento de criarem “espíritos livres”, criando na verdade espíritos perdidos.
Retiraram a disciplina e a moral de uma sociedade, com a desculpa da liberdade de expressão, criando assim o caos completo, desorientação e uma atrofia intelectual e moral.
Fazem-nos duvidar se um homem é homem ou se é outra coisa qualquer.
Questionamos a Família.
Questionamos a Vida.
Questionamos Tudo.
E o que acontece às nossas vidas quando tudo deixa de fazer sentido? Evoluímos?
Não: suicidamo-nos.

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